caos

Ando meio mexida por dentro
Tentando não pensar nos fatos
Tenho me perguntado quantas décadas são necessárias para me acostumar com as coisas da Vida…

Me pergunto
pelo que sinto
Ou sentia
Já não sei bem
Parece que algo se perdeu nas decepções diárias
Ou
será apenas o meu idealismo desenfreado a jogar desejos – modelos perfeitos – em minha cara?

Me pergunto
sobre as dependências
As azedas conveniências
Me pergunto sobre vícios destemidos
Que TUDO derrubam
Enquanto a convivência me observa
Com ares de moça séria e me dá rasteiras semanais

Me pergunto
Que vida incoerente é essa?
Não da pra trocar ou substituir por outra?
E aquela dos álbuns de fotografia com todos presentes, felizes, não dá pra ser?

Me pergunto
Como pode
Uma minoria estrangular uma nação?
Se Trocar floresta por cifrão ?
Tirar o T da alimentação ?
Eleger ignorantes pra direção ?
Meu Deus
De que vale a constituição ?
Se não há resguardo asilo ou saída para tantos

Me pergunto
Vou ou fico?
Sim ou não?
O que é que finalmente
Vale A PENA?
Será que tudo precisa mesmo de lógica e consideração?

E as respostas? Onde estão?
No peito? Nas gavetas? Nos espaços em branco?
Nos desentendidos? Nos não ditos?
Na violência entranhada nas dobras do dia?
Nos editoriais? Nas mídias sociais?
Já sei já sei
Talvez nos livros de filosofia
Nas bulas
Ou nos extensos manuais da ABNT

O que me consola
É que
Qualquer dia
De qualquer forma
Será Futuro
E estaremos velhos
Eu
Os mal entendidos
E os desapontares.

Anúncios

comente aqui:

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s