aplascentada

acordei com a cabeça doendo

sentindo o peso da madrugada rastejante

sono rasteiro  inquieto

o cheiro da morte rondando tudo

a carne fria

os pés ainda manchados de sangue

a anemia aguda

a boca branca

o sangue em bolsas

descendo em gotas

pintando de bordô os lados de dentro

as rezas escorrendo pelas paredes

o terror impregnado em cada hora

a arrastar o tempo

dor em toda parte

inchaço palidez

algo descolou

.

tudo aqui é tristeza  pavor

olhos vermelhos    chorosos

o medo na espreita a todo instante

enquanto enfeites de porta povoam o corredor estéril

com nomes de crianças

que chegaram em paz

.

foi tudo assim, rápido demais

por um triz

por muito pouco

nossos nomes estariam presos para sempre

em pedras

fincadas no chão

 

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