cimo

como seda

tu

aceso

e o teu cheiro

adentrando narinas

e meu quase cume

.

suave   único

entre

entranhas

torpor de carne     vísceras

.

sendo amada

pertenço-te

ainda que a ermo

acocorada

uive solitariamente

pro nada

.

canto meu trino

sinto-te único

pousado entre meus dedos

.

e se tua matéria

em mim repousa

amo-te

esquisita

monstro

incompreensível

infinitamente eu.

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voragem

Leva-me. Escuta-me. Em profundo silêncio

Berro-te. A vida é agora!

Peremptoriamente inconstante. Fluxo feroz.

Amanhã. Ontem. Tempos que inexistem.

.

Leva-me. Enquanto imóvel espero-te.

Como chuva a dividir o céu com o sol.

Dança-me. Que canto-te

como se tudo fosse verdade.